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domingo, 27 de outubro de 2013

Plutão, eis a questão!


Novembro escurece de profundidade o dia e aprofunda a noite em sensação. É tempo de escorpião, tempo de transformação e de reflexão: quanto eu conheço da minha própria luz? 
É tempo de soltar os "nós" e se permitir um salto quântico, não sem antes mergulhar profundamente nas dores do corpo e da alma. Não existe parto sem antes ter havido um processo de gestação, de espera, de amadurecimento. Não existe parto sem libertação, sem desapego e principalmente, sem confiança na vida. Isso é o que aprendemos nas casas e aspectos do mapa astral relacionados com as águas profundas e misteriosas do signo de escorpião.
É um momento onde as paixões afloram, onde o sexo ganha novo significado, onde a intimidade reluz em desafio. É um momento onde o renascimento ganha mais sentido, onde a luz aparece de onde menos se espera e as pessoas revelam seus verdadeiros interesses e posicionamentos. É um momento onde a verdade atropela o ego, e as palavras sinceras ganham força.
É um convite para fazer as pazes com tudo que ficou no passado, liberar as mágoas e conhecer livremente a própria espiritualidade. Um momento para olhar o velho com novos olhos, perdoar o que passou, e reconhecer a dignidade do morrer. E transcender. E renascer, ad eternum.
É um momento para fazer de seu. Que tal aproveitar?
Um céu em crônicas, por Ekatala Keller
Fotografia de Alexandre Devananda
Astrologia&Arte
Rio de Janeiro

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Sob a luz de Plutão



Distante, frio, impessoal e incompreendido até por alguns pesquisadores da astrologia... Bem-vindo ao misterioso olhar de Plutão!

Na teoria, qquer "enter" no google vai colorir de informação até os mais exigentes curiosos sobre esse planeta, ser ou não ser, eis a questão! (Plutão "ainda" é planeta??)

Na prática, a coisa muda de figura. Percebo na leitura do mapa astral e na história de vida de cada pessoa, que a energia de Plutão se faz presente desde muito cedo, principalmente nos primeiros catorze anos de vida. É um "baque" lidar de forma tão ingênua e ainda pura da infância com o movimento abrupto que Plutão se apresenta. Movido pelas atitudes impulsivas e inconsequentes no trato com a criança, as pessoas adultas muitas vezes a ferem naquela casa do mapa (área da vida) e a criança fica profundamente tocada e tende a apagar qualquer registro, para que somente mais tarde, com novas informações e experiências, possa despertar a consciência e a coragem para entrar novamente nessas memórias, mexendo e curando velhas feridas. Demore o tempo que durar, ninguém está a salvo desse movimento necessário para o crescimento pessoal.

E sim, Plutão existe.
E não tem planeta mais curador da própria alma.

Além da Astrologia, por Ekatala Keller
Fotografia Alexandre Devananda
Astrologia&Arte
Ipanema/Rio de Janeiro

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Zen )))

Sempre que em uma consulta astrológica alguém me pergunta sobre a morte, eu me lembro de um conto zen:
A morte da xícara de chá

"Era uma vez um grande mestre do Zen, uma escola de ensinamentos do Buda que tem uma maneira muito realista de
encarar as coisas da vida. Esse grande mestre chamava-se Ikkyu. Desde pequeno mostrava grande inteligência e sempre encontrava uma maneira de resolver seus problemas.

Um dia, um menino estava brincando e deixou cair uma xícara de chá, que foi ao chão e se despedaçou. Não era uma xícara comum, era uma xícara rara, muito antiga e preciosa e era a preferida do mestre de Ikkyu. Preocupado com o acidente, Ikkyu ouviu o mestre chegar e, muito depressa, escondeu os pedaços da xícara atrás das costas. Quando o mestre apareceu, Ikkyu perguntou:

– Por que as pessoas morrem?

– É algo natural — respondeu o mestre. — Tudo tem um tempo de vida e depois morre.

Depois dessas palavras do mestre, Ikkyu lhe mostrou os pedaços da xícara quebrada. Surpreso, o mestre se calou."

O mapa astral traduz a energia individual desde a primeira impressão da chegada nesse mundo (o nascimento) até o último instante, o último suspiro (a morte). Essa é a sua grandeza, pois mantém a intimidade sigilosa de onde viemos e para onde vamos. Amo isso na astrologia, amo a visão respeitosa com que trata os mistérios da vida e do Universo. Talvez por isso eu simpatize tanto com o Zen, pois é uma visão muito livre dos condicionamentos humanos e de respostas prontas. É algo muito simples, cotidiano e repleto de surpresas. É zen.

"Mestre Tokuan estava morrendo; um discípulo aproximou-se e perguntou-lhe qual era o seu testamento. Tokuan respondeu que não tinha testamento; mas o discípulo insistiu:
– Não tendes nada… Nada para dizer?
– A vida não passa de um sonho.
E expirou."

Além da Astrologia, por Ekatala Keller
Fotografia de Alexandre Devananda
Tiradentes - MG






segunda-feira, 26 de março de 2012

Alguns encantos de Netuno e Plutão

No meu sonho, nas minhas férias de infância, eu cruzava as ondas do mar com a minha prancha de isopor e me sentia muito forte. Depois, percebi na vida ainda muito jovem, que as ondas eram muito mais fortes e cruzavam os meus sonhos, despedaçando-os. Hoje eu sonhei que nem eu cruzava as ondas, nem elas me despedaçavam: nós apenas nos encontrávamos. Quase um deleite. Todo um prazer.