O essencial para a astrologia é a compreensão de si mesmo.
Para isso, considera-se que tudo é energia: do ser humano que nasce ( a primeira impressão do mundo!) com o todo a sua volta. Do céu, das estrelas e do coração que habita o peito. Os ciclos, os aniversários, a busca por autoconhecimento. Evolução. Aprendizado. Juventude, maturidade, iniciativa e reflexão.
A partir de hoje, estou iniciando uma nova série de textos sobre assuntos de "crise" e/ou tabus. Apenas ou simplesmente assuntos corriqueiros da vida (tá valendo sugestão e dica!)
Começarei pela fertilidade humana e desejos de procriação. Quando a questão é a maternidade, na leitura astrológica gosto de verificar o posicionamento da Lua, Vênus e os aspectos da casa 05 do mapa natal de uma mulher. Gosto de investigar a passagem da primeira menstruação e as primeiras impressões da sexualidade: os registros do primeiro beijo e das primeiras experiências sexuais. A angulação do Sol e o seu posicionamento também interfere e dá abertura para aprofundar esse tipo de questão, pois a energia vital também é energia sexual.
Posicionamentos difíceis e/ou a presença de planetas como Plutão e Saturno nessas áreas podem revelar possíveis traumas como dificuldade para engravidar e/ou gravidez indesejada ou interrompida de qualquer forma (no caso de aborto provocado, a casa 05 passa a ter uma atenção ainda maior de investigação e correlação com a casa 12). O convite é ressignificar a questão buscando as "saídas" pelo mapa (geralmente através das setas indicativas de Marte e de Mercúrio).
Para o mapa astral de um homem, a questão de fertilidade está diretamente ligada ao posicionamento de Marte e de Sol, com as mesmas prerrogativas acima citadas quanto aos planetas que possam dificultar essas questões pessoais. Gosto sempre de investigar a casa 05 e também a casa 10 do mapa "masculino" para abrir o posicionamento de aceitação e percepção da paternidade enquanto desejo e compromisso.
Para os mapas de pessoas que amam intimamente e se relacionam com o mesmo sexo, considero as mesmas linhas de investigação acrescentando uma presença mais forte de Netuno na sinastria (mapa da relação) para uma observação mais eficaz quanto à constituição da nova família, tão comum e bonita quanto. Nesse caso, processos diversos de fertilização e de adoção ganham mais profundidade quando assim analisados.
Urano traz boas possibilidades férteis quando faz aspecto com Marte ou Mercúrio. Júpiter também pode favorecer a maternidade/paternidade quando amplia a energia e interliga aspectos positivos entre as casas em consideração: 05, 07, 10 e 12.
O bom mesmo quando "apita" o relógio biológico ou simplesmente quando o amor aparece em forma de um gostoso relacionamento íntimo que faz crescer o desejo de se ter filho e constituir uma família, é abrir espaço e muito diálogo (sempre!) pois o companheirismo pode ser fundamental para se ter uma boa experiencia nessa área tão importante das nossas vidas. Mesmo quando o projeto for independente, vale o cuidado de se programar bem para evitar futuros atropelos nas demandas e correrias da vida, pois uma criança é algo que mudará para sempre o seu olhar no mundo. E todo o carinho sempre vale a pena.
Namastê)))
Ekatala Keller
Astrologia & Arte
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domingo, 23 de março de 2014
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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
Ensaio sobre a astrologia. 2.Sol 3.Lua
"Os astros não têm sexo"
Ekatala Keller
Ensaio sobre a astrologia. 2.Sol 3.Lua
Sol e Lua são as formas e os encantos da astrologia. Energias complementares e fundamentais para a personificação do indivíduo. O pai. A mãe. Desse encontro, o filho. O Eu. Coração.
O fogo. A água.
O ego de sobrevivência. O prazer sensorial.
O masculino. O feminino.
O claro. O escuro.
A ação. O receptáculo.
Geneticamente, somos filhos de ambos. Individualizados em um corpo material, denominado sexual.
Homem. Mulher. A matéria personificada.
Astrologicamente, não temos definição sexual. Os astros não têm sexo. Nos mistérios da alma, somos livres. Nos caminhos do amor, somos livres. Na busca pelo prazer, somos livres.
É o movimento íntimo entre o Sol e a Lua que nos despertará tesão, atração e prazer no encontro com o outro; no encontro com o amor e na busca pela intimidade. Simples equação energética. Liberdade. Vida. Apreço.
Reduzir o ser humano às escolhas pré-definidas em prol de uma sociedade mesmo que por detrás de belas palavras como religião, costumes, bons modos, natureza, deus, biologia e afins, é engessá-lo na sua expressão de movimento de Sol-Lua. É aprisioná-lo. Condená-lo, julgá-lo e matá-lo. Pode funcionar no sistema, nas leis e tratados. Nunca funcionará na liberdade de expressão dos mistérios de Sol-Lua. Nesse movimento, só cabe o que for inerente ao ser humano como indivíduo "livre" em seu livre arbítrio e no direito de se enamorar. Cada um é único na expressão de sua sexualidade e completamente livre para se apaixonar. Paixão. Energia vital.
Não existe nada além disso. O amor sempre será livre. Essa é a sua essência: a liberdade. O amor nunca é imposto, nunca é violento; o amor é puro demais, incondicional demais para ser definido. O amor é. Como é livre e sagrado o movimento íntimo de Sol e de Lua no mapa astral; e dentro da gente.
Sol. Brilho. Dia. Êxtase de existir.
Lua. Silêncio. Percepção. Êxtase de sentir.
No movimento entre um e outro, você. Vida.
Ekatala Keller
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terça-feira, 26 de novembro de 2013
Ancestralidade e descendência)))
a força
da vida
em desabrochar mãe
olhos atentos
coração acalanto
braços fortes
seios firmes
pés no chão
amor na pele
enquanto o sol se põe
ou enquanto a chuva cai
e o tempo apenas passa
#lua #astrologia #descendencia #ancestralidade #feminino
da vida
em desabrochar mãe
olhos atentos
coração acalanto
braços fortes
seios firmes
pés no chão
amor na pele
enquanto o sol se põe
ou enquanto a chuva cai
e o tempo apenas passa
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terça-feira, 19 de março de 2013
Amor Platônico: Uma sensação de encantamento nas águas da Lua, inspirado por algumas (muitas!) idealizações em Netuno
Amor platônico é qualquer tipo de relação afetuosa ou idealizada sem conceito sexual, como a amizade e simpatia entre duas pessoas. Amor platônico também pode ser um amor impossível; difícil ou que não é correspondido, sendo conceituado como um amor à distância, que não se aproxima, não toca, não envolve. É feito e alimentado de fantasias, onde o objeto do amor é um ser perfeito. Obviamente, isso não existe enquanto “vida real”.
Para a astrologia, aspectos de Netuno e de Lua no mapa astral, podem traduzir a tendência que algumas pessoas têm em vivenciar esse tipo de sensação. No decorrer da vida, principalmente na etapa dos 07 aos 14 anos, é comum que esse tipo de encantamento faça parte na vida comum de todos nós.
Para os mais românticos, o amor platônico “um dia” poderá ser vivido. Para os mais céticos, tudo não passou mesmo de mera ilusão. Mas o fato que merece atenção, é que amores platônicos muitas vezes despertam a capacidade individual de amar e de buscar um amor “real” e correspondido, onde as relações se estabeleçam de forma afetuosa e sexual e nutram os enamorados. Amar é um desafio natural e uma busca incessante dos seres humanos, e que deve sempre ser considerada no momento de vida de cada um de nós.
Para Netuno, amar é tirar os pés do chão, um sonhar em devoção. Para a Lua amar é buscar a reciprocidade e trazer à realidade o possível a ser correspondido. Entre um e outro, a ponte do amor platônico. Ou como diz a canção: E quem um dia irá dizer que existe razão para as coisas feitas pelo coração...
Além da Astrologia, por Ekatala Keller
Nota:- Para o filósofo grego Platão, o amor era algo essencialmente puro e desprovido de paixões. O amor platônico, não se fundamenta num interesse, e sim na virtude. Platão criou também a teoria do mundo das ideias, onde tudo era perfeito e que no mundo real tudo era uma cópia imperfeita desse mundo das ideias. Portanto amor platônico, ou qualquer coisa platônica, se refere a algo que seja perfeito, mas que não existe no mundo real, apenas no mundo dos sonhos e das ideias.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
O sol é para todos. E a lua também.
Hoje pela manhã atendi a uma ligação de um jornalista me pedindo - na melhor das intenções - para que eu falasse sobre os aspectos do racismo na astrologia, pois estava incumbido de ilustrar uma matéria sobre o assunto que está repercutindo não somente no Brasil, mas também nos USA, sobre a acusação na mídia de um casal de clientes contra uma concessionária de carros de luxo no Rio de Janeiro. O motivo seria o racismo praticado contra o filho adotivo deles, de 07 anos, que é negro.
Surpresa com a proposta, eu expliquei que a astrologia é um ensinamento em linguagem universal, e engloba todas as áreas da vida, do comportamento aos princípios humanos e a vida em sociedade. Mas na minha visão, a astrologia não deve ser usada de maneira a “justificar” as incoerências e imperfeições geradas pelos condicionamentos íntimos e sociais, ou qualquer tipo de preconceito e de posicionamento humano. A isso cabe à justiça.
E confesso que mesmo o convite sendo feito em tom imparcial, eu não aceitei por uma simples razão: O que de mais importante a astrologia me ensinou é que existe lugar para todos os tipos de elementos, signos e mapas seja qual for a sua personificação, da mesma maneira que existe lugar para todas as pessoas independente de credo, raça, idade, sexo ou nacionalidade. E a astrologia não é responsável por situações onde muitas vezes o ser humano se posiciona de maneira irresponsável e inconsequente, gerando no mínimo, discriminação. O “homo sapiens” ainda precisa evoluir muito para perceber a vida leviana que leva e de tantas futilidades que embasam o chamado desenvolvimento. E na minha resposta, certamente, eu seria parcial.
O sol é para todos. E a lua também.
Ekatala Keller
Fotografia de Alexandre Devananda
Astrologia&Arte
Surpresa com a proposta, eu expliquei que a astrologia é um ensinamento em linguagem universal, e engloba todas as áreas da vida, do comportamento aos princípios humanos e a vida em sociedade. Mas na minha visão, a astrologia não deve ser usada de maneira a “justificar” as incoerências e imperfeições geradas pelos condicionamentos íntimos e sociais, ou qualquer tipo de preconceito e de posicionamento humano. A isso cabe à justiça.
E confesso que mesmo o convite sendo feito em tom imparcial, eu não aceitei por uma simples razão: O que de mais importante a astrologia me ensinou é que existe lugar para todos os tipos de elementos, signos e mapas seja qual for a sua personificação, da mesma maneira que existe lugar para todas as pessoas independente de credo, raça, idade, sexo ou nacionalidade. E a astrologia não é responsável por situações onde muitas vezes o ser humano se posiciona de maneira irresponsável e inconsequente, gerando no mínimo, discriminação. O “homo sapiens” ainda precisa evoluir muito para perceber a vida leviana que leva e de tantas futilidades que embasam o chamado desenvolvimento. E na minha resposta, certamente, eu seria parcial.
O sol é para todos. E a lua também.
Ekatala Keller
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terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Previsão do tempo
Para a astrologia, água é sinônimo de emoção. Instabilidade. Profundidade. Movimento em busca pelo sentido da vida, mergulho na alma. Os signos e as casas do elemento mais fluído da nossa própria natureza traduzem a memória primal, o contato com o coração e a inteligência emocional. É a água que que faz nascer através da Lua de Câncer; é a água que faz mergulhar em prazer pelos olhos de Escorpião; é a água que se despede do mundano pelas ondas desapegadas de Peixes.
Em tempos instáveis de chuva, as pessoas mais sensíveis e suscetíveis ao elemento podem sentir alterações de humor injustificadas à razão resultando em momentos de baixa energia ou de profunda reflexão e inspiração. A dica é usar da percepção em transformar os melindres existenciais em produtividade e compreensão pois a sutileza é um belo caminho que desvenda a consciência de si mesmo e do espaço vital preenchido no aqui e agora. Faça chuva ou faça sol, as nuvens sempre são misteriosas e passageiras e nunca deixam rastros no céu.
Astrologia&Arte por Ekatala Keller
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Em tempos instáveis de chuva, as pessoas mais sensíveis e suscetíveis ao elemento podem sentir alterações de humor injustificadas à razão resultando em momentos de baixa energia ou de profunda reflexão e inspiração. A dica é usar da percepção em transformar os melindres existenciais em produtividade e compreensão pois a sutileza é um belo caminho que desvenda a consciência de si mesmo e do espaço vital preenchido no aqui e agora. Faça chuva ou faça sol, as nuvens sempre são misteriosas e passageiras e nunca deixam rastros no céu.
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quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
((( 2013 )))
Estruturação, compromisso e fidelidade a si mesmo. Um tempo poético regido por instinto e pés no chão. Você está pronto para saborear o novo ano?
A astrologia, basicamente como tudo na vida, funciona através de energia. Famosa por sua compreensão em reciprocidade vale a máxima de quanto mais você investe energia na sua vida, mais você recebe em troca em autoconhecimento. E principalmente em datas que celebram finais e inícios de novos ciclos, as reflexões são bem-vindas!
O mapa astral se divide em doze casas, cada uma delas com ao menos um signo em sua regência e eventualmente, presenças importantes de energias planetárias. Do ascendente, passando pelas memórias do fundo do céu, tocando a intimidade no descendente para emergir no meio do céu, passamos por todas as áreas de nossa vida até o ciclo de casa 12, onde há completude para que novos ciclos renasçam. Nem sempre nessa ordem, mas sempre com etapas de início, meio e fim - como o efeito surpreendente da vida e da sua renovação natural, é possível afirmar que tudo á efêmero posto que cada momento é único, e sempre novo. Ou uma chama, como dizia o poeta.
E no desenho da mandala astral surge as doze casas, os doze signos e os nove planetas. Acrescente-se aí as posições do Nodo Norte/Sul, Lilith, Roda da Fortuna, Kíron dentre outras particulares de cada linguagem pessoal de astrólogos e estudiosos da astrologia, o que não falta é informação no caminho a ser desvendado. Uma dica para hoje? Reflita na sua energia lunar, pois ainda estamos em um ano regido pela Lua, que dará vida ao novo ano astrológico na segunda quinzena de março. E quem é o cara do ano de 2013? Preparem-se, pois vem aí Saturno!
E nessa passagem de regência de Lua para Saturno é a época em se compreende e amadure o coração e os seus melindres emocionais (a flutuação de humores), intensificam-se e/ou cessam-se as dúvidas e liberam-se os apegos; em contrapartida, entra em ação o compromisso, a estruturação, o crescimento baseado nos instintos e na necessidade de se criar laços com base sólida preservada a autonomia, principalmente em parcerias íntimas, família e/ou sociedades. O que é verdadeiro permanecerá e necessitará de cuidado e atenção para florescer, mas com muito prazer instintivo e uma boa dose de investimento, força e prazer: leia-se a fidelidade com as próprias escolhas e com a própria vida. Como está não tem como ficar, pois é um momento de transformação, de colheita em ação.
Tudo o que já foi vivenciado, precisará ser absorvido numa libertação de todas as amarras, pois estamos vivendo uma transição onde o novo significa maturidade.
Desejo dias felizes, coloridos de consciência e coragem.
O novo mundo já começou.
Namastê!
Astrologia&Arte por Ekatala Keller
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A astrologia, basicamente como tudo na vida, funciona através de energia. Famosa por sua compreensão em reciprocidade vale a máxima de quanto mais você investe energia na sua vida, mais você recebe em troca em autoconhecimento. E principalmente em datas que celebram finais e inícios de novos ciclos, as reflexões são bem-vindas!
O mapa astral se divide em doze casas, cada uma delas com ao menos um signo em sua regência e eventualmente, presenças importantes de energias planetárias. Do ascendente, passando pelas memórias do fundo do céu, tocando a intimidade no descendente para emergir no meio do céu, passamos por todas as áreas de nossa vida até o ciclo de casa 12, onde há completude para que novos ciclos renasçam. Nem sempre nessa ordem, mas sempre com etapas de início, meio e fim - como o efeito surpreendente da vida e da sua renovação natural, é possível afirmar que tudo á efêmero posto que cada momento é único, e sempre novo. Ou uma chama, como dizia o poeta.
E no desenho da mandala astral surge as doze casas, os doze signos e os nove planetas. Acrescente-se aí as posições do Nodo Norte/Sul, Lilith, Roda da Fortuna, Kíron dentre outras particulares de cada linguagem pessoal de astrólogos e estudiosos da astrologia, o que não falta é informação no caminho a ser desvendado. Uma dica para hoje? Reflita na sua energia lunar, pois ainda estamos em um ano regido pela Lua, que dará vida ao novo ano astrológico na segunda quinzena de março. E quem é o cara do ano de 2013? Preparem-se, pois vem aí Saturno!
E nessa passagem de regência de Lua para Saturno é a época em se compreende e amadure o coração e os seus melindres emocionais (a flutuação de humores), intensificam-se e/ou cessam-se as dúvidas e liberam-se os apegos; em contrapartida, entra em ação o compromisso, a estruturação, o crescimento baseado nos instintos e na necessidade de se criar laços com base sólida preservada a autonomia, principalmente em parcerias íntimas, família e/ou sociedades. O que é verdadeiro permanecerá e necessitará de cuidado e atenção para florescer, mas com muito prazer instintivo e uma boa dose de investimento, força e prazer: leia-se a fidelidade com as próprias escolhas e com a própria vida. Como está não tem como ficar, pois é um momento de transformação, de colheita em ação.
Tudo o que já foi vivenciado, precisará ser absorvido numa libertação de todas as amarras, pois estamos vivendo uma transição onde o novo significa maturidade.
Desejo dias felizes, coloridos de consciência e coragem.
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quinta-feira, 8 de novembro de 2012
Amor incondicional
Inúmeros são os casos e queixas de ansiedade nos dias atuais. Os aspectos e as considerações da Lua e do planeta Urano no mapa astral podem esclarecer alguns pontos importantes da origem das crises de ansiedade e/ou da Síndrome do Pânico: o "medo” de ter o medo que paralisa e angustia milhares de pessoas.
A compreensão da astrologia busca a raiz da questão. Muitos casos precisam de acompanhamento médico especializado, algumas vezes medicações específicas e cuidados ambulatoriais, o que deve ser feito com dedicação e compromisso.
Mas partindo de um olhar mais profundo sobre o perfil das pessoas afetadas, e excluindo àquelas que sofreram traumas e/ou violência que justifique o diagnóstico, astrologicamente constato que:
A posição da Lua e a sua interferência na vida emocional da pessoa pode sugerir a incapacidade de receber e dar amor incondicional. Os registros de infância de quem teve a mãe distante, fria emocionalmente, sexualmente imatura ou mal resolvida ou ainda controladora e/ou desequilibrada que cobrava demais da criança, algumas vezes exigindo postura produtiva de “criança modelo” ou de criança perfeita, boazinha e simpática, podem desencadear as crises sem nenhum fato aparente, mesmo quando na vida adulta a pessoa tem algum sucesso ou se deu bem.
Observo que algumas mulheres não possuem o dom natural da maternidade, e assim como na síndrome do patinho feio, a criança com a mãe do tipo ambivalente se desenvolve precisando muito da aprovação do outro em tudo o que faz. É o suficiente para não confiar em si mesma e nos seus dons originais, se perdendo em máscaras sociais para ter um comportamento “perfeito” e aceitável. Nesses casos o sucesso é a meta, e o fracasso, os erros eventuais, e as falhas (naturalmente humanas) exercem enorme pressão sobre a pessoa mesmo na fase adulta, paralisando-a ante o medo de não dar certo, ou simplesmente de errar ou de perder algo. O medo da humilhação e o gosto amargo da “derrota” estão por trás desse terror que alimenta as crises e faz perder o chão. É preciso reconhecer que perder faz parte também, e que somos seres falíveis na efemeridade da vida. Reconhecer que se é merecedor de expressar e receber amor, incondicionalmente, em todas as fases e desafios do caminho. E esse talvez seja o significado e sentido do amor próprio: respeito por si mesmo.
Com o dom da originalidade está a força de Urano que convida a pessoa a expressar a sua autenticidade e a desenvolver os seus próprios talentos e habilidades seguindo aquilo que a faz verdadeiramente feliz - de preferência do seu próprio jeito, no ritmo natural do seu corpo e do seu coração. E esse sim é o verdadeiro segredo da autoestima: a sensação de estar e de pertencer a esse mundo do jeito que se é, desfrutando com sabedoria tudo o que aqui é oferecido. Natural e incondicionalmente. Além de qualquer registro de infância e muito além da astrologia...
Além da Astrologia, por Ekatala Keller
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terça-feira, 30 de outubro de 2012
Os signos de cada emoção – A Lua
Bom dia! Ainda estamos no início do segundo semestre do ano da Lua, e aí? Você já percebeu o que isso quer dizer na sua vida emocional, íntima, familiar ou sexual? É, no mínimo (algumas!) tantas emoções... E como o ano astrológico segue até
A Lua, nosso satélite, percorre a sua revolução em volta da Terra em 28 dias, assim, ela passa aproximadamente dois dias e meio em cada signo. Desvendá-la é de suma importância para conhecer as emoções - o prazer e a dor - da criança interior que temos registrada no coração e da fase de quando fomos jovens, criando os padrões de comportamentos e passando a repeti-los em condicionamentos que agirão exatamente em defesa dessas mesmas impressões infantis por toda a vida.
A criança interior e o amor como o caminho para si mesmo
O princípio lunar é responsável e determinante na construção do ego, que se forma mais ou menos na idade de 07 anos em função da primeira quadratura de Saturno - período da primeira infância em que somos inocentes e reagimos naturalmente a partir dos cinco sentidos. Com o passar dos anos e considerando as próximas quadraturas, os condicionamentos viram crenças e mais ou menos no eixo de vida entre 14 e 21 anos já fomos completamente modelados socialmente e aprendemos os jogos emocionais, muitas vezes reagindo - sem querer e sem saber – como proteção e fator decisivo para o desenvolvimento das sensações limitadoras da felicidade como a culpa, o medo, a manipulação, a repressão, os temores e os traumas decorrentes do meio em que vivemos, seja o social ou o íntimo e familiar. Os cinco sentidos antes despertos passam a ser embotados. O prazer natural de desfrute passa a ser policiado pela mente defensiva, interesseira, calculista dos riscos e dentro do coração - no lugar da criança interior – passa a habitar um ego forte e decidido em se proteger e conquistar os ideais que serão propostos e desafiados no curso da vida adulta. Com isso, o poder de defesa se cristaliza e, consequentemente, a naturalidade se extingue principalmente no quesito das emoções, do amor e do prazer.
Mas, de onde vêm esses registros? Os registros lunares estão ligados efetivamente nas relações com pessoas que despertaram a afetividade e a necessidade de proteção no contexto íntimo da criança, no entanto, enquanto registro dessas impressões é a posição da Lua que determinará as principais tendências aos olhos da criança quanto às dinâmicas das pessoas a sua volta, principalmente os registros emocionais vinculados à figura da mãe, pois a Lua rege o princípio feminino. A casa astral onde se tem a Lua traduzirá as raízes emocionais e as particularidades das situações vividas, mas é através da linguagem do signo em que ela se encontra que encontraremos o tom dos padrões construídos.
No caminho do autoconhecimento e da busca pela liberdade de si mesmo é de suma importância desnudar essas memórias lunares a fim de transcender aos condicionamentos limitadores da felicidade e resgatar a inocência e a totalidade em ser feliz e novamente desfrutar de forma plena os cinco sentidos.
Geralmente, com base na posição da Lua do mapa astral, agimos de acordo com as seguintes linguagens universais dos signos:
Lua localizada nas tríades do fogo
Palavras chaves:- Competição, necessidade em ser especial, excessos e complexo de superioridade.
A tendência lunar do fogo é agir na defensiva decorrente muitas vezes de uma necessidade absurda em parecer especial aos olhos de quem quer que seja.
Com a lua posicionada nos signos de fogo é preciso desenvolver equilíbrio interior para adquirir paciência para áries, conexão emocional para leão e sinceridade para sagitário.
A síntese da mensagem para a posição da lua nos signos de fogo é agir além da agressividade e dos efeitos e dos excessos de mimos que normalmente trazem registrados nas memórias infantis, independente se isso tenha de fato acontecido ou apenas tenha sido registrado nas impressões desses nativos lunares. Uma coisa é certa: eles precisam de atenção, de platéia e de se sentirem superiores, pois precisam estar à frente dos outros para se entenderem aceitos e amados, o que na vida adulta e emocional não irá funcionar satisfatoriamente, pois muitas vezes eles cometem excessos pagando micos e se colocando em situações de ridículo. A tendência é de um comportamento sentimental exagerado com expressiva extroversão e exposição pública no meio em que vivem.
Uma boa opção para que a conexão emocional dos signos lunares em fogo se estabeleça é desenvolver a autoestima com base no reconhecimento de si mesmo como uma pessoal normal e passível de erros e acertos, diminuindo os efeitos especiais do ego em parecer superior e equilibrando a busca pelo prazer e o afeto de forma satisfatória para viver as relações íntimas com naturalidade, pois em essência essa é a grande sacada da lua nos signos de fogo: naturalmente são os mais aptos a sentir prazer e a compartilhá-lo.
Lua em Áries – Eu me liberto da necessidade de comando e me permito fluir com a vida.
Lua em Sagitário – Eu me liberto da inveja e libero a autenticidade.
Lua em Leão – Eu me liberto das futilidades e resgato as prioridades.
Lua localizada nas tríades do ar
Palavras chaves:- Comparação, complexo de inferioridade intelectual, rejeição e falta de sentido existencial.
A tendência lunar do ar é permanecer inconstante com relação aos sentimentos mais profundos e agir com necessidade de ter uma explicação para tudo. Costuma atuar emocionalmente com inquietação interior e comunicação indecisa como o signo de gêmeos, carente com medo do isolamento e da solidão como libra e pode exteriorizar-se com aparente frieza como aquário.
A síntese da mensagem para a posição da lua nos signos de ar é a de desmistificar os ideais das relações e desenvolver a base sólida para a intimidade florescer, pois tendem a agir sem pensar nas conseqüências e como possuem natural dificuldade em tomar decisões coerentes, acabam se prejudicando quando o assunto é compromisso emocional. Podem ter vivido na infância num lar pouco acolhedor, livre de limites e controle ou muito crítico e exigente e com isso se sentiram rejeitadas e pouco amadas, desenvolvendo um medo terrível da rejeição na vida adulta. A partir dessas impressões costumam agir sutilmente de forma grudenta, pois a liberdade que pregam é apenas para eles mesmos.
A natureza da lua posicionada nos signos em questão, desperta uma rica visão de crescimento íntimo quando as atitudes se tornam coerentes com os pensamentos. Assim, as relações emocionais podem acontecer num campo fértil e justo para todos os envolvidos na mesma proporção da liberdade de si mesmo, gerando maturidade, respeito pelo outro, dignidade acolhedora e o amor próprio, com os devidos cuidados para que a mudança brusca de humor e as instabilidades emocionais não coloquem tudo a perder, principalmente as relações mais importantes desses nativos lunares.
Lua em Gêmeos – Eu me liberto das relações fugazes e resgato o meu centro emocional.
Lua em Libra – Eu me liberto das aparências e valorizo o essencial.
Lua em Aquário – Eu me liberto da apatia emocional e resgato a alegria de viver.
Lua localizada nas tríades da terra
Palavras chaves:- Complexo de inferioridade material, medo da pobreza, abandono e sarcasmo.
A tendência lunar da terra é agir com exagerada busca por segurança, e para isso desenvolvem uma impressão do mundo em que precisa ser útil a todo o custo, o que desequilibra a ordem natural da lei do retorno entre a energia do dar e do receber. Essa atitude pode ser percebida no medo de se ver empobrecido aos olhos de touro, na necessidade de ser servil na visão de virgem e na postura exageradamente defensiva de capricórnio.
A síntese da mensagem para a posição da lua nos signos de terra é exatamente praticar o desapego material desenvolvendo a confiança e a maleabilidade, pois a tendência é manterem-se reservados ao extremo, necessitando se sentirem amados para posteriormente abrirem o coração, pois muitas vezes têm registrado nas memórias infantis a dor do abandono - independente se isso tenha de fato acontecido ou não, e por consequência decidiram internamente não se ligar mais em ninguém com medo de novamente serem abandonados.
A lua posicionada nos signos da terra é uma boa possibilidade para viver relações amorosas duradouras e verdadeiras, e também para desenvolver aptidão em cuidar das pessoas amadas e desfrutar das coisas boas da vida, desde que as posturas emocionais se tornem mais confiantes, flexíveis e ricas em si mesmas.
Lua em Touro – Eu me liberto do medo da miséria e resgato a abundância.
Lua em Virgem – Eu em liberto da ordem exagerada e desfruto do encantamento.
Lua em Capricórnio – Eu me liberto da visão estreita e encontro a naturalidade.
Lua localizada nas tríades da água
Palavras chaves:- Medo da solidão, ameaças, manipulação emocional, super proteção e traição.
A tendência lunar da água é de se enganar buscando culpados para tudo o que acontece na sua vida, podem ser os mais próximos para câncer, os inimigos imaginários para escorpião ou o próprio mundo injusto para a visão de peixes.
A síntese da mensagem para a posição da lua nos signos de água é de se responsabilizar pelos próprios sentimentos e desenvolver a inteligência e maturidade emocional, pois tendem a agir com posturas desconfiadas e aflitivas, muitas vezes desenvolvendo comportamento de vítimas das circunstâncias.
A natureza da lua posicionada nesses signos traduz o que há de mais bonito no coração humano: a empatia, o acolhimento e a profundidade dos sentimentos, e o que é natural deve ser explorado em benefício de si mesmo, e a lua em água é uma boa posição para viver a intimidade de maneira amorosa e acolhedora, mas deve ser conhecida e desmistificada para que a pessoa encontre a autenticidade além das manipulações emocionais, pois a tendência é de um comportamento de muita cobrança de si mesmo e dos outros, o que pode gerar uma maneira despreparada para enfrentar os desafios da vida e da razão.
Lua em Câncer – Eu me liberto dos apegos e busco a fluidez emocional.
Lua em Escorpião – Eu me liberto dos jogos sentimentais e resgato a confiança.
Lua em Peixes – Eu me liberto das sombras do passado e encontro a liberdade.
Boa sorte, reflexão, algum juízo e muito amor! Porque viver é simplesmente, viver...
Namastê!
Além da Astrologia, Ekatala Keller
Fotografia de Alexandre Devananda
Nota:- Gosto sempre de lembrar que para a astrologia o ano somente se inicia no dia 20 de março.
final de março de 2013, vale mais uma olhadinha no texto abaixo.
E como reflexão, uma pergunta: Quanto de amor eu quero viver?
2012, o ano da Lua! A lua nua de cada um...
E como reflexão, uma pergunta: Quanto de amor eu quero viver?
2012, o ano da Lua! A lua nua de cada um...
A Lua, nosso satélite, percorre a sua revolução em volta da Terra em 28 dias, assim, ela passa aproximadamente dois dias e meio em cada signo. Desvendá-la é de suma importância para conhecer as emoções - o prazer e a dor - da criança interior que temos registrada no coração e da fase de quando fomos jovens, criando os padrões de comportamentos e passando a repeti-los em condicionamentos que agirão exatamente em defesa dessas mesmas impressões infantis por toda a vida.
A criança interior e o amor como o caminho para si mesmo
O princípio lunar é responsável e determinante na construção do ego, que se forma mais ou menos na idade de 07 anos em função da primeira quadratura de Saturno - período da primeira infância em que somos inocentes e reagimos naturalmente a partir dos cinco sentidos. Com o passar dos anos e considerando as próximas quadraturas, os condicionamentos viram crenças e mais ou menos no eixo de vida entre 14 e 21 anos já fomos completamente modelados socialmente e aprendemos os jogos emocionais, muitas vezes reagindo - sem querer e sem saber – como proteção e fator decisivo para o desenvolvimento das sensações limitadoras da felicidade como a culpa, o medo, a manipulação, a repressão, os temores e os traumas decorrentes do meio em que vivemos, seja o social ou o íntimo e familiar. Os cinco sentidos antes despertos passam a ser embotados. O prazer natural de desfrute passa a ser policiado pela mente defensiva, interesseira, calculista dos riscos e dentro do coração - no lugar da criança interior – passa a habitar um ego forte e decidido em se proteger e conquistar os ideais que serão propostos e desafiados no curso da vida adulta. Com isso, o poder de defesa se cristaliza e, consequentemente, a naturalidade se extingue principalmente no quesito das emoções, do amor e do prazer.
Mas, de onde vêm esses registros? Os registros lunares estão ligados efetivamente nas relações com pessoas que despertaram a afetividade e a necessidade de proteção no contexto íntimo da criança, no entanto, enquanto registro dessas impressões é a posição da Lua que determinará as principais tendências aos olhos da criança quanto às dinâmicas das pessoas a sua volta, principalmente os registros emocionais vinculados à figura da mãe, pois a Lua rege o princípio feminino. A casa astral onde se tem a Lua traduzirá as raízes emocionais e as particularidades das situações vividas, mas é através da linguagem do signo em que ela se encontra que encontraremos o tom dos padrões construídos.
No caminho do autoconhecimento e da busca pela liberdade de si mesmo é de suma importância desnudar essas memórias lunares a fim de transcender aos condicionamentos limitadores da felicidade e resgatar a inocência e a totalidade em ser feliz e novamente desfrutar de forma plena os cinco sentidos.
Geralmente, com base na posição da Lua do mapa astral, agimos de acordo com as seguintes linguagens universais dos signos:
Lua localizada nas tríades do fogo
Palavras chaves:- Competição, necessidade em ser especial, excessos e complexo de superioridade.
A tendência lunar do fogo é agir na defensiva decorrente muitas vezes de uma necessidade absurda em parecer especial aos olhos de quem quer que seja.
Com a lua posicionada nos signos de fogo é preciso desenvolver equilíbrio interior para adquirir paciência para áries, conexão emocional para leão e sinceridade para sagitário.
A síntese da mensagem para a posição da lua nos signos de fogo é agir além da agressividade e dos efeitos e dos excessos de mimos que normalmente trazem registrados nas memórias infantis, independente se isso tenha de fato acontecido ou apenas tenha sido registrado nas impressões desses nativos lunares. Uma coisa é certa: eles precisam de atenção, de platéia e de se sentirem superiores, pois precisam estar à frente dos outros para se entenderem aceitos e amados, o que na vida adulta e emocional não irá funcionar satisfatoriamente, pois muitas vezes eles cometem excessos pagando micos e se colocando em situações de ridículo. A tendência é de um comportamento sentimental exagerado com expressiva extroversão e exposição pública no meio em que vivem.
Uma boa opção para que a conexão emocional dos signos lunares em fogo se estabeleça é desenvolver a autoestima com base no reconhecimento de si mesmo como uma pessoal normal e passível de erros e acertos, diminuindo os efeitos especiais do ego em parecer superior e equilibrando a busca pelo prazer e o afeto de forma satisfatória para viver as relações íntimas com naturalidade, pois em essência essa é a grande sacada da lua nos signos de fogo: naturalmente são os mais aptos a sentir prazer e a compartilhá-lo.
Lua em Áries – Eu me liberto da necessidade de comando e me permito fluir com a vida.
Lua em Sagitário – Eu me liberto da inveja e libero a autenticidade.
Lua em Leão – Eu me liberto das futilidades e resgato as prioridades.
Lua localizada nas tríades do ar
Palavras chaves:- Comparação, complexo de inferioridade intelectual, rejeição e falta de sentido existencial.
A tendência lunar do ar é permanecer inconstante com relação aos sentimentos mais profundos e agir com necessidade de ter uma explicação para tudo. Costuma atuar emocionalmente com inquietação interior e comunicação indecisa como o signo de gêmeos, carente com medo do isolamento e da solidão como libra e pode exteriorizar-se com aparente frieza como aquário.
A síntese da mensagem para a posição da lua nos signos de ar é a de desmistificar os ideais das relações e desenvolver a base sólida para a intimidade florescer, pois tendem a agir sem pensar nas conseqüências e como possuem natural dificuldade em tomar decisões coerentes, acabam se prejudicando quando o assunto é compromisso emocional. Podem ter vivido na infância num lar pouco acolhedor, livre de limites e controle ou muito crítico e exigente e com isso se sentiram rejeitadas e pouco amadas, desenvolvendo um medo terrível da rejeição na vida adulta. A partir dessas impressões costumam agir sutilmente de forma grudenta, pois a liberdade que pregam é apenas para eles mesmos.
A natureza da lua posicionada nos signos em questão, desperta uma rica visão de crescimento íntimo quando as atitudes se tornam coerentes com os pensamentos. Assim, as relações emocionais podem acontecer num campo fértil e justo para todos os envolvidos na mesma proporção da liberdade de si mesmo, gerando maturidade, respeito pelo outro, dignidade acolhedora e o amor próprio, com os devidos cuidados para que a mudança brusca de humor e as instabilidades emocionais não coloquem tudo a perder, principalmente as relações mais importantes desses nativos lunares.
Lua em Gêmeos – Eu me liberto das relações fugazes e resgato o meu centro emocional.
Lua em Libra – Eu me liberto das aparências e valorizo o essencial.
Lua em Aquário – Eu me liberto da apatia emocional e resgato a alegria de viver.
Lua localizada nas tríades da terra
Palavras chaves:- Complexo de inferioridade material, medo da pobreza, abandono e sarcasmo.
A tendência lunar da terra é agir com exagerada busca por segurança, e para isso desenvolvem uma impressão do mundo em que precisa ser útil a todo o custo, o que desequilibra a ordem natural da lei do retorno entre a energia do dar e do receber. Essa atitude pode ser percebida no medo de se ver empobrecido aos olhos de touro, na necessidade de ser servil na visão de virgem e na postura exageradamente defensiva de capricórnio.
A síntese da mensagem para a posição da lua nos signos de terra é exatamente praticar o desapego material desenvolvendo a confiança e a maleabilidade, pois a tendência é manterem-se reservados ao extremo, necessitando se sentirem amados para posteriormente abrirem o coração, pois muitas vezes têm registrado nas memórias infantis a dor do abandono - independente se isso tenha de fato acontecido ou não, e por consequência decidiram internamente não se ligar mais em ninguém com medo de novamente serem abandonados.
A lua posicionada nos signos da terra é uma boa possibilidade para viver relações amorosas duradouras e verdadeiras, e também para desenvolver aptidão em cuidar das pessoas amadas e desfrutar das coisas boas da vida, desde que as posturas emocionais se tornem mais confiantes, flexíveis e ricas em si mesmas.
Lua em Touro – Eu me liberto do medo da miséria e resgato a abundância.
Lua em Virgem – Eu em liberto da ordem exagerada e desfruto do encantamento.
Lua em Capricórnio – Eu me liberto da visão estreita e encontro a naturalidade.
Lua localizada nas tríades da água
Palavras chaves:- Medo da solidão, ameaças, manipulação emocional, super proteção e traição.
A tendência lunar da água é de se enganar buscando culpados para tudo o que acontece na sua vida, podem ser os mais próximos para câncer, os inimigos imaginários para escorpião ou o próprio mundo injusto para a visão de peixes.
A síntese da mensagem para a posição da lua nos signos de água é de se responsabilizar pelos próprios sentimentos e desenvolver a inteligência e maturidade emocional, pois tendem a agir com posturas desconfiadas e aflitivas, muitas vezes desenvolvendo comportamento de vítimas das circunstâncias.
A natureza da lua posicionada nesses signos traduz o que há de mais bonito no coração humano: a empatia, o acolhimento e a profundidade dos sentimentos, e o que é natural deve ser explorado em benefício de si mesmo, e a lua em água é uma boa posição para viver a intimidade de maneira amorosa e acolhedora, mas deve ser conhecida e desmistificada para que a pessoa encontre a autenticidade além das manipulações emocionais, pois a tendência é de um comportamento de muita cobrança de si mesmo e dos outros, o que pode gerar uma maneira despreparada para enfrentar os desafios da vida e da razão.
Lua em Câncer – Eu me liberto dos apegos e busco a fluidez emocional.
Lua em Escorpião – Eu me liberto dos jogos sentimentais e resgato a confiança.
Lua em Peixes – Eu me liberto das sombras do passado e encontro a liberdade.
Boa sorte, reflexão, algum juízo e muito amor! Porque viver é simplesmente, viver...
Namastê!
Além da Astrologia, Ekatala Keller
Fotografia de Alexandre Devananda
Nota:- Gosto sempre de lembrar que para a astrologia o ano somente se inicia no dia 20 de março.
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sexta-feira, 26 de outubro de 2012
Mito ou Verdade? Igualdade.
Lilith ou Liberdade?
No folclore popular hebreu, conta a lenda que Lilith foi a primeira mulher de Adão e que o abandonou, partindo do jardim do Éden. O motivo? Não aceitou se submeter a ele de forma desigual,
No folclore popular hebreu, conta a lenda que Lilith foi a primeira mulher de Adão e que o abandonou, partindo do jardim do Éden. O motivo? Não aceitou se submeter a ele de forma desigual,
pois como primeiramente foi Adão que tomou forma, queria dominá-la de todas as maneiras. Lilith não aceitou a desigualdade e o abuso contra ela e imediatamente eles começaram a brigar:
"Por que devo deitar-me embaixo de ti?
Por que devo abrir-me sob teu corpo?
Por que ser dominada por ti?
Eu também fui feita de pó e por isso sou tua igual."
Então Lilith se associou ao vento e como tinha o dom da intuição utilizou do elemento água como um portal enigmático e resolveu ir embora do paraíso no exato momento do pôr-do-sol, voando para o seu misterioso mundo da percepção em busca da liberdade. E com isso, do rastro do vento fez-se a inspiração e ao cair da noite, nasceram as estrelas e todos os tipos de arte.
Adão ficou furioso com a partida de Lilith e como ficou sozinho e solitário, logo em seguida foi criada Eva. Mas dessa vez não mais a partir do pó da criação e sim através da costela de Adão, para que não mais houvesse rebeldia e a mulher fosse tida como servidora ao homem.
Como a sua existência não poderia ser simplesmente ignorada, Lilith ficou injustamente associada à magia negra e a vadiagem. Assim, surgiu a fofoca e a intriga no planeta terra e as mulheres passaram a ser classificadas em Liliths - levianas e rebeldes, ou em Evas - santas e devotas ao lar. Com a estória completamente distorcida, a força feminina passou a ser temida e incompreendida. As inimizades entre as mulheres ganharam força e todas foram prejudicadas.
E como não poderia ser diferente, como resultado nasceu a ideia machista da criação. Mas como não é possível enganar a todos durante todo o tempo, Lilith ganhou o seu espaço e foi reconhecida. Seu nome passou a significar “aquela que se apoderou da luz”: As mulheres resgataram a força da energia lunar e conquistaram a liberdade em igualdade de direitos e de deveres.
Talvez Lilith seja a primeira feminista a não se subjugar aos atos desrespeitosos impostos contra a mulher desde os primórdios. E nos dias de hoje, misteriosamente, somente uma mulher metade Eva, metade Lilith, pode realmente ser feliz e fazer feliz aos que convivam com ela, pois quando respeitada e amada, pode levar ao deleite dos prazeres mais profundos do corpo e da alma, onde não existe a miséria nem a força bruta e onde a liberdade de expressão é uma dádiva: o verdadeiro Jardim de Éden.
Além da astrologia, Ekatala Keller
"Por que devo deitar-me embaixo de ti?
Por que devo abrir-me sob teu corpo?
Por que ser dominada por ti?
Eu também fui feita de pó e por isso sou tua igual."
Então Lilith se associou ao vento e como tinha o dom da intuição utilizou do elemento água como um portal enigmático e resolveu ir embora do paraíso no exato momento do pôr-do-sol, voando para o seu misterioso mundo da percepção em busca da liberdade. E com isso, do rastro do vento fez-se a inspiração e ao cair da noite, nasceram as estrelas e todos os tipos de arte.
Adão ficou furioso com a partida de Lilith e como ficou sozinho e solitário, logo em seguida foi criada Eva. Mas dessa vez não mais a partir do pó da criação e sim através da costela de Adão, para que não mais houvesse rebeldia e a mulher fosse tida como servidora ao homem.
Como a sua existência não poderia ser simplesmente ignorada, Lilith ficou injustamente associada à magia negra e a vadiagem. Assim, surgiu a fofoca e a intriga no planeta terra e as mulheres passaram a ser classificadas em Liliths - levianas e rebeldes, ou em Evas - santas e devotas ao lar. Com a estória completamente distorcida, a força feminina passou a ser temida e incompreendida. As inimizades entre as mulheres ganharam força e todas foram prejudicadas.
E como não poderia ser diferente, como resultado nasceu a ideia machista da criação. Mas como não é possível enganar a todos durante todo o tempo, Lilith ganhou o seu espaço e foi reconhecida. Seu nome passou a significar “aquela que se apoderou da luz”: As mulheres resgataram a força da energia lunar e conquistaram a liberdade em igualdade de direitos e de deveres.
Talvez Lilith seja a primeira feminista a não se subjugar aos atos desrespeitosos impostos contra a mulher desde os primórdios. E nos dias de hoje, misteriosamente, somente uma mulher metade Eva, metade Lilith, pode realmente ser feliz e fazer feliz aos que convivam com ela, pois quando respeitada e amada, pode levar ao deleite dos prazeres mais profundos do corpo e da alma, onde não existe a miséria nem a força bruta e onde a liberdade de expressão é uma dádiva: o verdadeiro Jardim de Éden.
Além da astrologia, Ekatala Keller
Fotografia de Alexandre Devananda
Livraria Prefácio - Botafogo/Rio de Janeiro
Nota:-
Para a astrologia, Lilith é a lua negra. Representa a busca pela própria verdade e afirmação. É encantadora, secreta e fascinante.
Representa a liberdade de opinião, o direito de escolher e de dizer não a todo o tipo de violência e de abuso.
Significa as experiências infelizes vividas na infância, e toda forma de abuso que a criança possa ter sofrido: físico, moral ou sexual.
Também pode significar as experiências infantis não vividas pela força da repressão e da omissão dos pais ou do meio social em que foi criada.
*Esse texto é dedicado para a atriz Samyta Núñez
Para a astrologia, Lilith é a lua negra. Representa a busca pela própria verdade e afirmação. É encantadora, secreta e fascinante.
Representa a liberdade de opinião, o direito de escolher e de dizer não a todo o tipo de violência e de abuso.
Significa as experiências infelizes vividas na infância, e toda forma de abuso que a criança possa ter sofrido: físico, moral ou sexual.
Também pode significar as experiências infantis não vividas pela força da repressão e da omissão dos pais ou do meio social em que foi criada.
*Esse texto é dedicado para a atriz Samyta Núñez
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quarta-feira, 28 de março de 2012
A mitologia egípcia
As divindades e a criação do mundo
versão livre de Ekatala Keller
Nun, o oceano primordial da não existência, deu origem a Rá – a divindade criadora, que espirrou Shu, o deus do ar seco e Tefnut, a deusa do ar úmido.
E então, Rá enviou os dois deuses Shu e Tefnut em uma viagem pelo oceano.
Rá detinha os poderes de criação e ficou mais conhecido como o deus-sol. Através de seus poderes, criou Maat - a deusa da harmonia universal. Mas como precisava de um lugar seco para continuar a sua criação, ordenou ao oceano Nun que se afastasse e foi então que encontrou uma ilha rochosa chamanda de Benben. Essa foi a rocha escolhida por Rá, e sobre a pedra chamou à existência os elementos primordiais.
Enquanto isso, Shu e Tefnut continuavam a viagem pelo oceano. Eles se tornaram amantes e Tefnut engravidou de um casal de gêmeos, que receberiam os nomes de Nut e de Geb.
Assim, Nut e Geb se conheceram ainda dentro do útero da mãe.
Quando os dois nasceram, Shu percebeu que os irmãos estavam unidos em cópula e, num ímpeto de fúria, elevou nos braços a sua filha Nut e a suspendeu bem alto, separando-a de Geb, pisando sobre ele. E foi nesse instante que Nut virou o céu, Geb se transformou na terra e o nosso planeta foi criado.
Ainda hoje, durante o dia eles são separados pelo próprio pai - Shu, o poderoso deus do ar. Mas como eles se amam incondicionalmente, todas as noites eles se encontram escondidos de Shu, exatamente quando o sol se apaga ao entardecer. (Na verdade é a deusa Nut que o engole o astro rei para descer vestida de estrelas com o seu corpo nu, para se encontrar com o Geb, criando a escuridão da noite para que o encontro seja secreto.
Então, eles se unem a partir de cada crepúsculo e como amantes apaixonados, eles se abraçam em cópula, fazendo amor.
E é no breu da noite que eles se fundem. Dessa forma, através da unificação de opostos entre a materia e o abstrato - o masculino e o feminino – que o planeta terra se enche de prazer, de fertilidade e de vida. Assim, Nut novamente dá à luz todas as manhãs ao disco solar e os ciclos se renovam. E na pausa entre o encontro amoroso e a separação de Nut e Geb, que o dia acontece.
Mas, voltando a estória, conta a lenda que Nut era prometida e casada com Rá, o poderoso deus dos deuses. Quando Rá descobriu a paixão secreta da esposa ficou furioso e decretou que ela não poderia ter filhos durante os 360 dias do ano. Infeliz, Nut pediu ajuda a Thoth, o deus da sabedoria.
Thoth pegou um pouco da luz da lua - que naquela época era tão brilhante quanto o sol para criar novos dias. E foi a partir daí que a lua passou a ter as suas fases, crescendo e decrescendo por causa da luz que perdeu, criando-se as quatro fases da lua. A seguir, as quatro estações do ano foram percebidas e surgiram em harmonia os quatro elementos mais importantes da vida na terra: fogo, terra, ar e água.
Dessa maneira, a deusa teve Osíris, Set, Néftis e Ísis, as maiores divindades do Egito. E o nosso calendário passou a ter 365 dias em homenagem aos filhos de Nut. Existe uma lenda que inclui entre os filhos de Geb e Nut, os poderes de Hórus, que também seria dessa descendência, filho de Ísis e de Osíris. Sabe-se que através da força extra-sensorial do olho de hórus o ser humano é capaz de ver a a essência mais profunda - a realidade exatamente como ela é – despertando assim, a consciência de si mesmo.
Hoje em dia, o símbolo do olho de Hórus também é usado para evitar o mal e continua com a idéia de trazer proteção espiritual e expandir o terceiro olho através do sexto sentido, trazendo luz e compreensão além dos limites da mente humana.
Além dos filhos e deuses, o amor de Nut e Geb gerou as estrelas, e toda a matéria viva na terra como as plantas, as flores e as estações do ano.
O equílibrio existencial entre as energias opostas é exatamente o grande sentido da vida de todos os seres humanos em alcançar a compreensão de si mesmo na evolução terrena. E somente através da compreensão dos elementos primordias é que a astrologia pode se tornar um portal revelador , pois a linha de 180 graus que separa os opostos complementares diz respeito exatamente ao distanciamento e a aproximação dos mitos de Nut (energia cósmica) e de Geb (energia terrena), que se aproximam e se completam.
Nut e Geb representam o sol em essência, a lua em emoção e o planeta em fertilização. E assim foi o princípio de tudo. Ou quase tudo.
Particularmente, eu gosto muito da visão flexível e atual em perceber Nut – essencialmente feminina: a noite, as fases da lua – representando as atividades masculinas da criação como engolir o sol - o fogo, e descer pelo ar para fazer amor com Geb.
E da mesma forma, deliberadamente, o mito Geb – essencialmente masculino – representando os elementos femininos da criação, pois espera passivamente pela descida da amada Nut para abraça-lo, e assim em amor, fecundá-la.
Essa aparente inversão em nada diz respeito à sexualidade e ao ego construtor do ser humano, e sim ilustra com liberdade os opostos internos da matéria biológica de que somos feitos: 50% da herança genética do pai e 50% da herança genética da mãe. Energeticamente, somos uma composição entre o masculino e feminino, e podemos (e devemos!) desenvolver todo esse potencial de forma criativa e saudável.
Dessa forma, Geb é considerado o deus da terra, elemento distinto, pronto a ser fertilizado e produzir seus frutos e Nut é considerada a mãe de todos os deuses e representa significativamente o firmamento e o espaço infinito. É a mãe das estrelas, cujo corpo se curva acima da terra para formar o arco dos céus - o arco da abóbada celeste - que se derrama sobre o planeta, simbolizando a união entre o corpo e a alma, entre a matéria e o espírito, entre o sagrado e o profano e principalmente, entre o masculino e o feminino.
Astrologicamente Vênus rege Nut na fertilidade feminina de Touro e na agilidade masculina de Libra, e Marte rege Geb na virilidade masculina de áries e na profundidade feminina de Escorpião. Partindo dessa analogia sem distinção sexual percebe-se que homens e mulheres são de Marte assim como homens e mulheres são de Vênus.
O Sol representa o pai e o brilho próprio (significa o signo solar de cada um de nós).
A posição da Lua significa a mãe e as características do signo lunar representam as memórias da criança interior – os padrões emocionais adquiridos na primeira infância.
O planeta Terra significa o lar e todas as áreas da vida e é ligado pela comunicação ágil de Mercúrio, um planeta com expressão feminina em Virgem e comunicação masculina em Gêmeos.
Curiosidades:-
Existe uma sincronia entre os movimentos de rotação e revolução da lua. Por causa disso, ela mantém sempre a mesma face voltada para a terra e uma mesma fase lunar ocorre para o mundo todo, não importando a localização do observador. Porém, elas são vistas de formas diferentes.
Atualmente, o elemento Metal, que seria o 5° elemento de criação, representa o futuro da humanidade - aquilo que ainda não foi definitivamente revelado - mas que já está presente em vida e importância no universo.
Geb também era considerado deus da morte, pois se acreditava que através de sua força sagrada os espíritos maus eram aprisionados, para que não pudessem ir para o céu. Curiosamente, conta-se que a deusa Nut também era invocada como deusa celestial. No túmulo de Tutankhamon foi encontrado um peitoral, junto a sua múmia, rogando: “Nut minha divina mãe, abre tuas asas sobre mim enquanto brilharem nos céus as imorredouras estrelas.”
Antigamente, o olho de Hórus - juntamente com o símbolo da serpente - simbolizavam a força real e os faraós maquiavam o seus olhos como o olho de Hórus e usavam serpentes esculpidas na coroa como proteção, sabedoria e poder.
Versão livre do mito de Nut e Geb, por Ekatala Keller
As imagens contidas no post foram compiladas da internet
Além da Astrologia, um livro de Ekatala Keller
Fotografia de Ekatala Keller e Alexandre Devananda
Contato pelo site http://ekatala.com.br
((( ☼ ☾ ♀ ♂ )))
versão livre de Ekatala Keller
Nun, o oceano primordial da não existência, deu origem a Rá – a divindade criadora, que espirrou Shu, o deus do ar seco e Tefnut, a deusa do ar úmido.
E então, Rá enviou os dois deuses Shu e Tefnut em uma viagem pelo oceano.
Rá detinha os poderes de criação e ficou mais conhecido como o deus-sol. Através de seus poderes, criou Maat - a deusa da harmonia universal. Mas como precisava de um lugar seco para continuar a sua criação, ordenou ao oceano Nun que se afastasse e foi então que encontrou uma ilha rochosa chamanda de Benben. Essa foi a rocha escolhida por Rá, e sobre a pedra chamou à existência os elementos primordiais.
Enquanto isso, Shu e Tefnut continuavam a viagem pelo oceano. Eles se tornaram amantes e Tefnut engravidou de um casal de gêmeos, que receberiam os nomes de Nut e de Geb.
Assim, Nut e Geb se conheceram ainda dentro do útero da mãe.
Quando os dois nasceram, Shu percebeu que os irmãos estavam unidos em cópula e, num ímpeto de fúria, elevou nos braços a sua filha Nut e a suspendeu bem alto, separando-a de Geb, pisando sobre ele. E foi nesse instante que Nut virou o céu, Geb se transformou na terra e o nosso planeta foi criado.
Ainda hoje, durante o dia eles são separados pelo próprio pai - Shu, o poderoso deus do ar. Mas como eles se amam incondicionalmente, todas as noites eles se encontram escondidos de Shu, exatamente quando o sol se apaga ao entardecer. (Na verdade é a deusa Nut que o engole o astro rei para descer vestida de estrelas com o seu corpo nu, para se encontrar com o Geb, criando a escuridão da noite para que o encontro seja secreto.
Então, eles se unem a partir de cada crepúsculo e como amantes apaixonados, eles se abraçam em cópula, fazendo amor.
E é no breu da noite que eles se fundem. Dessa forma, através da unificação de opostos entre a materia e o abstrato - o masculino e o feminino – que o planeta terra se enche de prazer, de fertilidade e de vida. Assim, Nut novamente dá à luz todas as manhãs ao disco solar e os ciclos se renovam. E na pausa entre o encontro amoroso e a separação de Nut e Geb, que o dia acontece.
Mas, voltando a estória, conta a lenda que Nut era prometida e casada com Rá, o poderoso deus dos deuses. Quando Rá descobriu a paixão secreta da esposa ficou furioso e decretou que ela não poderia ter filhos durante os 360 dias do ano. Infeliz, Nut pediu ajuda a Thoth, o deus da sabedoria.
Thoth pegou um pouco da luz da lua - que naquela época era tão brilhante quanto o sol para criar novos dias. E foi a partir daí que a lua passou a ter as suas fases, crescendo e decrescendo por causa da luz que perdeu, criando-se as quatro fases da lua. A seguir, as quatro estações do ano foram percebidas e surgiram em harmonia os quatro elementos mais importantes da vida na terra: fogo, terra, ar e água.
Dessa maneira, a deusa teve Osíris, Set, Néftis e Ísis, as maiores divindades do Egito. E o nosso calendário passou a ter 365 dias em homenagem aos filhos de Nut. Existe uma lenda que inclui entre os filhos de Geb e Nut, os poderes de Hórus, que também seria dessa descendência, filho de Ísis e de Osíris. Sabe-se que através da força extra-sensorial do olho de hórus o ser humano é capaz de ver a a essência mais profunda - a realidade exatamente como ela é – despertando assim, a consciência de si mesmo.
Hoje em dia, o símbolo do olho de Hórus também é usado para evitar o mal e continua com a idéia de trazer proteção espiritual e expandir o terceiro olho através do sexto sentido, trazendo luz e compreensão além dos limites da mente humana.
Além dos filhos e deuses, o amor de Nut e Geb gerou as estrelas, e toda a matéria viva na terra como as plantas, as flores e as estações do ano.
O equílibrio existencial entre as energias opostas é exatamente o grande sentido da vida de todos os seres humanos em alcançar a compreensão de si mesmo na evolução terrena. E somente através da compreensão dos elementos primordias é que a astrologia pode se tornar um portal revelador , pois a linha de 180 graus que separa os opostos complementares diz respeito exatamente ao distanciamento e a aproximação dos mitos de Nut (energia cósmica) e de Geb (energia terrena), que se aproximam e se completam.
Nut e Geb representam o sol em essência, a lua em emoção e o planeta em fertilização. E assim foi o princípio de tudo. Ou quase tudo.
Particularmente, eu gosto muito da visão flexível e atual em perceber Nut – essencialmente feminina: a noite, as fases da lua – representando as atividades masculinas da criação como engolir o sol - o fogo, e descer pelo ar para fazer amor com Geb.
E da mesma forma, deliberadamente, o mito Geb – essencialmente masculino – representando os elementos femininos da criação, pois espera passivamente pela descida da amada Nut para abraça-lo, e assim em amor, fecundá-la.
Essa aparente inversão em nada diz respeito à sexualidade e ao ego construtor do ser humano, e sim ilustra com liberdade os opostos internos da matéria biológica de que somos feitos: 50% da herança genética do pai e 50% da herança genética da mãe. Energeticamente, somos uma composição entre o masculino e feminino, e podemos (e devemos!) desenvolver todo esse potencial de forma criativa e saudável.
Dessa forma, Geb é considerado o deus da terra, elemento distinto, pronto a ser fertilizado e produzir seus frutos e Nut é considerada a mãe de todos os deuses e representa significativamente o firmamento e o espaço infinito. É a mãe das estrelas, cujo corpo se curva acima da terra para formar o arco dos céus - o arco da abóbada celeste - que se derrama sobre o planeta, simbolizando a união entre o corpo e a alma, entre a matéria e o espírito, entre o sagrado e o profano e principalmente, entre o masculino e o feminino.
Astrologicamente Vênus rege Nut na fertilidade feminina de Touro e na agilidade masculina de Libra, e Marte rege Geb na virilidade masculina de áries e na profundidade feminina de Escorpião. Partindo dessa analogia sem distinção sexual percebe-se que homens e mulheres são de Marte assim como homens e mulheres são de Vênus.
O Sol representa o pai e o brilho próprio (significa o signo solar de cada um de nós).
A posição da Lua significa a mãe e as características do signo lunar representam as memórias da criança interior – os padrões emocionais adquiridos na primeira infância.
O planeta Terra significa o lar e todas as áreas da vida e é ligado pela comunicação ágil de Mercúrio, um planeta com expressão feminina em Virgem e comunicação masculina em Gêmeos.
Curiosidades:-
Existe uma sincronia entre os movimentos de rotação e revolução da lua. Por causa disso, ela mantém sempre a mesma face voltada para a terra e uma mesma fase lunar ocorre para o mundo todo, não importando a localização do observador. Porém, elas são vistas de formas diferentes.
Atualmente, o elemento Metal, que seria o 5° elemento de criação, representa o futuro da humanidade - aquilo que ainda não foi definitivamente revelado - mas que já está presente em vida e importância no universo.
Geb também era considerado deus da morte, pois se acreditava que através de sua força sagrada os espíritos maus eram aprisionados, para que não pudessem ir para o céu. Curiosamente, conta-se que a deusa Nut também era invocada como deusa celestial. No túmulo de Tutankhamon foi encontrado um peitoral, junto a sua múmia, rogando: “Nut minha divina mãe, abre tuas asas sobre mim enquanto brilharem nos céus as imorredouras estrelas.”
Antigamente, o olho de Hórus - juntamente com o símbolo da serpente - simbolizavam a força real e os faraós maquiavam o seus olhos como o olho de Hórus e usavam serpentes esculpidas na coroa como proteção, sabedoria e poder.
Versão livre do mito de Nut e Geb, por Ekatala Keller
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Além da Astrologia, um livro de Ekatala Keller
Fotografia de Ekatala Keller e Alexandre Devananda
Contato pelo site http://ekatala.com.br
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domingo, 18 de março de 2012
Lilith ou Liberdade? Igualdade.
A outra face da Lua
Conta a lenda que Lilith foi a primeira mulher de Adão e que o abandonou partindo do jardim do Éden. O motivo? Não aceitou se submeter a ele de forma desigual, pois como primeiramente foi Adão que tomou forma, queria dominá-la de todas as maneiras. Lilith não aceitou a desigualdade e o abuso contra ela e imediatamente eles começaram a brigar:
"Por que devo deitar-me embaixo de ti?
Por que devo abrir-me sob teu corpo?
Por que ser dominada por ti?
Eu também fui feita de pó e por isso sou tua igual."
Então Lilith se associou ao vento e como tinha o dom da intuição utilizou do elemento água como um portal enigmático e resolveu ir embora do paraíso no exato momento do pôr-do-sol, voando para o seu misterioso mundo da percepção em busca da liberdade. E ao cair da noite, nasceram as estrelas e todos os tipos de arte.
Adão ficou furioso com a partida de Lilith e como ficou sozinho, logo em seguida foi criada Eva, dessa vez não mais a partir do pó da criação e sim através da costela de Adão, para que não mais houvesse rebeldia e a mulher fosse tida como servidora ao homem.
Como a sua existência não poderia ser simplesmente ignorada, Lilith ficou injustamente associada à magia negra e a vadiagem. Assim, surgiu a fofoca e a intriga no planeta terra e as mulheres passaram a ser classificadas em Liliths - levianas e rebeldes, ou em Evas - santas e devotas ao lar. A estória foi completamente distorcida, e a força feminina passou a ser temida e incompreendida. As inimizades entre as mulheres ganharam força e todas foram prejudicadas.
E como não poderia ser diferente, como resultado nasceu a ideia machista da criação. E talvez Lilith seja a primeira feminista a não se subjugar aos atos desrespeitosos impostos contra a mulher desde os primórdios. O seu nome passou a significar “aquela que se apoderou da luz”. No decorrer do tempo, as mulheres resgataram a força da energia lunar e conquistaram a liberdade em igualdade de direitos e de deveres.
Misteriosamente, nos dias de hoje, somente uma mulher metade Eva, metade Lilith, pode realmente ser feliz e fazer feliz aos que convivam com ela, pois quando respeitada e amada, pode levar ao deleite dos prazeres mais profundos do corpo e da alma, onde não existe a miséria emocional nem a força bruta e onde o coração é a maior dádiva: a liberdade onde o amor sincero e incondicional existe. Talvez, o verdadeiro Jardim de Éden.
Ekatala Keller
Astrologia
Para a astrologia, Lilith é a lua negra. É a busca pela própria verdade e afirmação. Lindamente encantadora, secreta, sensual e fascinante.
Representa a liberdade de opinião, o direito de escolher e de dizer "não" a todo o tipo de violência e agressão.
Significa as experiências infelizes vividas na infância, e toda forma de abuso que a criança possa ter sofrido: físico, moral ou sexual.
Também pode significar os talentos criativos pueris que foram expressados pela força da repressão e da omissão dos pais ou do meio social em que foi criada.
Além da Astrologia, um livro de Ekatala Keller
Fotografia de Alexandre Devananda
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Conta a lenda que Lilith foi a primeira mulher de Adão e que o abandonou partindo do jardim do Éden. O motivo? Não aceitou se submeter a ele de forma desigual, pois como primeiramente foi Adão que tomou forma, queria dominá-la de todas as maneiras. Lilith não aceitou a desigualdade e o abuso contra ela e imediatamente eles começaram a brigar:
"Por que devo deitar-me embaixo de ti?
Por que devo abrir-me sob teu corpo?
Por que ser dominada por ti?
Eu também fui feita de pó e por isso sou tua igual."
Então Lilith se associou ao vento e como tinha o dom da intuição utilizou do elemento água como um portal enigmático e resolveu ir embora do paraíso no exato momento do pôr-do-sol, voando para o seu misterioso mundo da percepção em busca da liberdade. E ao cair da noite, nasceram as estrelas e todos os tipos de arte.
Adão ficou furioso com a partida de Lilith e como ficou sozinho, logo em seguida foi criada Eva, dessa vez não mais a partir do pó da criação e sim através da costela de Adão, para que não mais houvesse rebeldia e a mulher fosse tida como servidora ao homem.
Como a sua existência não poderia ser simplesmente ignorada, Lilith ficou injustamente associada à magia negra e a vadiagem. Assim, surgiu a fofoca e a intriga no planeta terra e as mulheres passaram a ser classificadas em Liliths - levianas e rebeldes, ou em Evas - santas e devotas ao lar. A estória foi completamente distorcida, e a força feminina passou a ser temida e incompreendida. As inimizades entre as mulheres ganharam força e todas foram prejudicadas.
E como não poderia ser diferente, como resultado nasceu a ideia machista da criação. E talvez Lilith seja a primeira feminista a não se subjugar aos atos desrespeitosos impostos contra a mulher desde os primórdios. O seu nome passou a significar “aquela que se apoderou da luz”. No decorrer do tempo, as mulheres resgataram a força da energia lunar e conquistaram a liberdade em igualdade de direitos e de deveres.
Misteriosamente, nos dias de hoje, somente uma mulher metade Eva, metade Lilith, pode realmente ser feliz e fazer feliz aos que convivam com ela, pois quando respeitada e amada, pode levar ao deleite dos prazeres mais profundos do corpo e da alma, onde não existe a miséria emocional nem a força bruta e onde o coração é a maior dádiva: a liberdade onde o amor sincero e incondicional existe. Talvez, o verdadeiro Jardim de Éden.
Ekatala Keller
Astrologia
Para a astrologia, Lilith é a lua negra. É a busca pela própria verdade e afirmação. Lindamente encantadora, secreta, sensual e fascinante.
Representa a liberdade de opinião, o direito de escolher e de dizer "não" a todo o tipo de violência e agressão.
Significa as experiências infelizes vividas na infância, e toda forma de abuso que a criança possa ter sofrido: físico, moral ou sexual.
Também pode significar os talentos criativos pueris que foram expressados pela força da repressão e da omissão dos pais ou do meio social em que foi criada.
Além da Astrologia, um livro de Ekatala Keller
Fotografia de Alexandre Devananda
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domingo, 2 de outubro de 2011
((( Lua )))
A lua da poesia, da música, da arte, da astrologia, dos amantes.
A lua minha. A lua sua...
A posição e as características da Lua em um mapa astral é a expressão emocional pura e eterna (terna) do feminino. Envolve sentimentos, instintos, ciclos e humores.
A Lua é a tradução da psique, da beleza, da gestalt feminina para a mulher. O potencial intuitivo do aconchego, a maternidade, a herança ancestral e o subconsciente são partes intengrantes da energia lunar.
Para o homem poderá representar a Anima, ou seja, tudo aquilo que ele busca em uma mulher, o poder de atração pelo feminino e a sua natureza sentimental.
A Lua revela a energia passiva da criação, e toda a relação infantil com a mãe e/ou com as mulheres que exerceram diretamente a função materna na vida de uma pessoa.
A essência e o mundo da lua é a receptividade. É o planeta que reflete a experiência de vida e que tem a ver com as necessidades básicas e o instinto de sobrevivência.
Os condicionamentos registrados no decorrer da vida, principalmente até os 14 anos, têm forte ligação com as características traduzidas pelos aspectos emocionais da Lua no mapa astral. (Em conjunto com outros fatores astrológicos, pode ainda revelar aspectos importantes sobre a fase da puberdade e também da iniciação sexual).
A Lua pura, única em diversas fases (faces) de um mesmo planeta. Sedutora em mistério e, que em verdade, faz rir, chorar, amar e sonhar: A Lua é azul.
Texto e Fotografia de Ekatala Keller
A lua minha. A lua sua...
A posição e as características da Lua em um mapa astral é a expressão emocional pura e eterna (terna) do feminino. Envolve sentimentos, instintos, ciclos e humores.
A Lua é a tradução da psique, da beleza, da gestalt feminina para a mulher. O potencial intuitivo do aconchego, a maternidade, a herança ancestral e o subconsciente são partes intengrantes da energia lunar.
Para o homem poderá representar a Anima, ou seja, tudo aquilo que ele busca em uma mulher, o poder de atração pelo feminino e a sua natureza sentimental.
A Lua revela a energia passiva da criação, e toda a relação infantil com a mãe e/ou com as mulheres que exerceram diretamente a função materna na vida de uma pessoa.
A essência e o mundo da lua é a receptividade. É o planeta que reflete a experiência de vida e que tem a ver com as necessidades básicas e o instinto de sobrevivência.
Os condicionamentos registrados no decorrer da vida, principalmente até os 14 anos, têm forte ligação com as características traduzidas pelos aspectos emocionais da Lua no mapa astral. (Em conjunto com outros fatores astrológicos, pode ainda revelar aspectos importantes sobre a fase da puberdade e também da iniciação sexual).
A Lua pura, única em diversas fases (faces) de um mesmo planeta. Sedutora em mistério e, que em verdade, faz rir, chorar, amar e sonhar: A Lua é azul.
Texto e Fotografia de Ekatala Keller
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